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Por causa de uma pessoa que conheci, que fugiu aos 10 anos da guerra civil na Bosnia, lembrei-me de aqui colocar a mais bonita canção sobre emigração.
Poema da galega Rosália de Castro, música de José Niza, por Adriano Correia de Oliveira.
Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão
Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai
Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará.


Esta canção faz-me sempre lembrar o “Mar Português”:
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
O grande Adriano! Por cá tenho ouvido muito “Adriano Aqui E Agora: O Tributo”, uma colectânea de novas bandas a cantar canções dele.
Já agora, um bocado de “sameless self promotion”:
http://www.festiberico.net
Estamos a organizar isto cá por Delft.
Vai ser muito giro e vocês estão mais que convidados!!
Concha, e o mar portugues faz me lembrar os cigarros Portugues Suave
Nuno: por acaso nao conheco. Vou ver se arranjo. Quanto ao festival nao foi esquecido. Neste fim de semana deram nos um programa. Vamos analisar e se calhar damos ai um pulinho a Delft.